Se alguém julga ser alguma coisa, ao não ser nada, engana-se a si mesmo. Cada um deve julgar as suas ações. E se tiver motivo de orgulho, que seja apenas consigo mesmo, sem se comparar com os outros. Pois cada um tem as suas próprias dificuldades para suportar. (Gálatas 6:3-5)
Gosto de lembrar de quando Moisés perguntou a Deus qual era o seu nome (o que já é uma pergunta ridícula, porque o nome delimita - isso é típico de quem é politeísta, e precisa ter nome pra diferenciar seus deuses). Então Deus responde: Sou aquele que é.
A rigor, nenhum de nós é. Eu não sou o Guilherme, porque não sustento, nem garanto, minha própria existência. Eu não promovo minha vida, meu fôlego. Eu poderia dizer que estou Guilherme. E estou Guilherme em Deus, porque só Ele é. Então, a rigor, ninguém poderia dizer que é qualquer coisa, porque um segundo depois poderia não ser mais.
Por isso Paulo pode falar que quem julga ser alguma coisa, não sendo nada, engana-se a si mesmo. E é por isso que o meu pecado é sempre um atentado contra a minha existência. Como um homem que corta o galho em que está sentado, o meu ato de rebeldia contra aquele que sustenta a minha existência é um suicídio. Um suicídio que só não se conclui pelo amor que Ele tem por mim, e que O faz continuar me sustentando pra que eu tenha tempo de me arrepender.
Que possamos ajustar nossos óculos para olhar a realidade como concessão, como presente divino e não um direito adquirido da nossa existência - por mais dura que ela pareça. O tempo é graça, e ele nos é dado enquanto Deus vai construindo em nós seres humanos à altura de Cristo.
Bjs e abs,
Gui.