Um salmo de Davi
1-2 Eu corro para ti, ó Eterno; corro por minha própria vida.
não me decepciones!
Leva-me a sério desta vez!
desce ao meu nível e me ouve,
e, por favor, tenha pressa!
Tua caverna de granito é um esconderijo;
teu ninho na alta colina, um lugar seguro.
3-5 Sim, tu és minha caverna, onde posso me esconder;
meu monte, para subir.
Sê meu líder de confiança,
meu verdadeiro guia nas montanhas.
Livra-me das armadilhas escondidas —
quero me esconder em ti.
depositei minha vida em tuas mãos.
Sei que não me deixarás cair,
nunca me decepcionarás.
6-13 como odeio essa religião tola!
Mas em ti, ó Eterno, eu confio.
Salto e canto por teu amor,
pois viste minha dor,
desarmaste meus atormentadores,
não me deixaste em suas garras
e me deste espaço para respirar.
Sê bondoso para comigo, ó Eterno!
Estou outra vez envolvido num grave problema.
Meus olhos já choraram muito;
sinto-me vazio por dentro.
Minha vida se esvai, gemido a gemido;
meus dias desaparecem na esteira dos meus suspiros.
Meus problemas me desgastaram,
transformaram meus ossos em pó.
Para os meus inimigos, sou um monstro;
sou ridicularizado pelos vizinhos.
Meus amigos estão horrorizados;
eles atravessam a rua para me evitar.
Querem me apagar da memória,
esquecer-se de mim como de um defunto na sepultura,
descartar-me como se eu fosse um prato quebrado.
Ouço a fofoca deles sobre mim.
Eles me têm por insano"!
Atrás de portas fechadas, eles tentam achar um jeito
de me arruinar para sempre.
14-18 desesperado, lanço-me sobre ti:
tu és o meu deus!
de hora em hora, entrego meus dias em tuas mãos,
para ficar fora do alcance dos que querem me pegar.
Aquece teu servo com um sorriso
e me salva, porque me amas.
não me dês o desgosto de não te mostrares:
não é de hoje que estou pedindo.
Tu podes deixar o perverso confuso,
balançando a cabeça, sem esperança,
enquanto escorrega lentamente para a sepultura.
Amordaça os mentirosos e fofoqueiros
que importunam este teu seguidor
com zombarias e críticas mordazes.
19-22 como é grande o depósito de bênçãos
que reservaste para os que te adoram
E que esperançosos correm para ti,
querendo escapar do mundo cruel!
Tu os escondes num lugar seguro,
longe de qualquer oposição.
Batendo a porta na cara dos mexeriqueiros,
silenciaste as palavras venenosas.
Bendito és, ó Eterno!
Teu amor é a maravilha do mundo.
Apanhado numa armadilha, entrei em pânico.
"Longe dos olhos, longe do coração", eu disse.
Mas tu me ouviste dizer isso,
e vieste em meu socorro.
23 Amem o Eterno, todos os santos!
O Eterno cuida dos que ficam perto dele,
Mas sempre se vinga
dos arrogantes e autossuficientes.
24 Sejam corajosos! Sejam fortes! não desistam!
Esperem, que o Eterno logo chegará.
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Distribua livremente, de preferência, em sua integralidade.
Guilherme Ribeiro
ethmos@gmail.com
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