Assim, fixamos os olhos, não naquilo que se vê, mas no que não se vê, pois o que se vê é transitório, mas o que não se vê é eterno. (II Coríntios 4:18)
Paulo escreve isso ao dizer que os sofrimentos leves e momentâneos que estavam passando estavam produzindo glórias de peso muito maior, de modo que ele não se abatia pelo que estava padecendo no corpo, mas se alegrava pelo que estava construindo na eternidade.
Ele foi bem discreto na colocação, porque seus sofrimentos não eram leves, e se mostravam bem constantes para serem momentâneos. A verdade é que o tempo fica muito ridículo quando estamos olhando para a eternidade. E os sofrimentos, ficam muito ridículos quando temos vislumbres da glória de Deus.
O que Paulo estava falando nesse texto é que Moisés, quando falava com Deus, ficava com o rosto resplandecente, mas que esse brilho ia se apagando conforme ele saia da presença de Deus. Mas nós os que temos o Espírito vivendo em nós, temos a glória de Deus em nossa alma. O nosso problema é que a gente fica buscando glória no que se pode ver. (E por glória entenda tudo aquilo que é digno de elogio, que é bom.)
A gente fica pensando que é arriscado buscar glória no que não se vê, porque uma Ferrari ou uma esposa carinhosa, eu posso pegar, tocar. Me sinto seguro. Mas o que Paulo está falando é que isso é transitório, e amanhã a gente perde.
Por isso, fixamos os olhos no que não se vê. Mas não se desespere achando que eu estou te convidando a ser um zen-budista, um brâmane. Estou te convidando a treinar o olhar, para que seus olhos enxerguem segurança em investir na eternidade. Se você vir vantagem nisso, fica fácil abrir mão do transitório.
Como disse o Jim Elliot: Não é tolo aquele que abre mão do que não pode reter (transitório) para ganhar o que não pode perder (eterno).
Bjs e abs,
Gui.
Guilherme Ribeiro
ethmos@gmail.com