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sexta-feira, 2 de março de 2012

Bom dia! 02/03

Porque pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus; não vem das obras, para que ninguém se glorie. (Efésios 1:8-9)

Os antropólogos, psicólogos e sociólogos tem dito, nos últimos anos, que a fé é inerente ao homem e fruto do medo da morte e do inexplicável (o numinoso).
Mas o que a Bíblia fala é que o homem é facilmente seduzido e cativado (feito cativo) pelo que se pode ver. Por isso a mulher comeu do fruto (que era agradável aos olhos) no jardim. Por isso o encanto dos homens pelas imagens e pelos ídolos de madeira, de barro, de ferro, que Deus condena com tanta veemência. E tantos outros exemplos do encantamento pelo olhar.
A fé, no entanto, é a certeza das coisas que não se vêem. E a fé, segundo Paulo, não vem de nós. A fé não nos é natural. O que nos é natural é crer no visível, no sensível ao toque, no que está nos olhos da cara. Mas a fé é o sensível aos olhos do coração. E isso não nos é natural, e nos seria absolutamente forçoso ou artificial se não fosse dom de Deus.
O homem que tiver fé (estar certo do que não vê) sem estar inspirado por Deus, é um esquizofrênico. E nós conhecemos muitos desses. Não conseguimos discernir se ele é muito burro ou muito esperto.
Mas quem foi inspirado pela graça, cheio de fé, é como um ator brilhante que começa a olhar para o nada e ver ali algo de espetacular. E nós, olhando pra ele, começamos a ver em seu olhar aquilo que ele está vendo como se ali estivesse.
Assim é a comunidade do Reino. De repente, começa a existir entre nós, entre os irmãos, um espírito que não se enxerga, mas que se torna palpável em nossas relações. O inacreditável, o invisível, começa a ser trazido à existência porque estamos com os olhos fitos no que não se vê.
Bjs e abs,
Gui.

Guilherme Ribeiro
ethmos@gmail.com