Pouco me importa ser julgado por vocês ou por qualquer tribunal humano; de fato, nem eu julgo a mim mesmo. Embora em nada minha consciência me acuse, nem por isso justifico a mim mesmo; o Senhor é quem me julga. (I Coríntios 4:3-4)
Qual é o parâmetro do certo e do errado? Será que eu posso fazer o que me faz bem? O que é bom para mim é permitido? Se minha consciência não me acusa, estou limpo? Será que um pedófilo, ainda que não faça nada, sente-se culpado em sua consciência? E deveria? Baseado em que?
Quando começamos a relativizar os valores inadvertidamente, chegamos a consequências impensadas. Porque um pequeno desvio na rota de um veículo, torna-se um grande desvio depois de alguns quilômetros percorridos.
Paulo está falando aos Coríntios (que eram uma igreja "moderninha", intelectual, debatia os principais pensadores, cheia de ex-drogados, ex-homossexuais, ex-trambiqueiros, e que frequentemente se deixava levar de volta para o buraco). E ele fala que não confia nem na sua própria consciência para julgar o que é certo e o que é errado. Porque diz que, ainda que sua consciência não o acuse, quem o julga é o Senhor.
Não estou falando isso para criar qualquer tipo de peso moral sobre você. Pelo contrário, quero te aliviar da angústia de não saber o que é certo e o que é errado. Saiba que nossa consciência nos trai com frequência. Não a use como parâmetro. Jesus é o único parâmetro - imutável, justo e bom.
Isso pode fazer com que você entre em crise, porque Jesus destrói o auto-engano e a nossa imaturidade. Mas certamente não te deixará cair, nem tropeçar.
Bjs e abs,
Gui.