Quando morreram com Cristo morreram para os princípios deste mundo. Por que é que vivem como se ainda pertencessem ao mundo? Por que é que estão a prestar atenção a proibições como: "Não toques nisto, não comas disso, não pegues naquilo"? Tais proibições referem-se a coisas que desaparecem com o uso e não passam de preceitos e doutrinas dos homens. Essas coisas têm aparência de sabedoria, porque se apresentam com um certo aspecto religioso, humildade e tratamento austero do corpo. Mas isso não tem nenhum valor na luta contra a inclinação corrupta. (Colossenses 2:20-23)
As versões mais antigas usam a expressão "humildade fingida". Esse texto é realmente desconcertante, porque pisa sobre qualquer pretensão religiosa. E a religião é realmente terrível!
O homem sempre tenta alcançar salvação. Todo homem - até os ateus. Uns buscam pela racionalização, outros pelo engajamento em causas sociais, outros pela distração - por exemplo os cinéfilos, que dão sentido à vida pela paixão ao cinema. Isso é uma forma de redimir sua existência.
Mas acho que os que correm mais perigo de se perder são aqueles que acham que estão seguros. Foi por isso que os Fariseus (os judeus mais religiosos do tempo de Jesus) se sentiram obrigados a matá-lo. Jesus revelava quão ridícula era a tentativa deles de auto-justificação.
Em geral, o religioso fica contabilizando o quanto tocou, pegou, pensou, fez ou deixou de fazer, como se isso fosse salvá-lo. O foco é sempre o esforço. Mas Jesus falou que o foco é a essência. Se não nascer de novo, com um novo DNA, não tem esforço que resolva!
Como diz Paulo, esse rigor com o corpo não tem valor na luta contra a corrupção da carne. Precisa morrer o velho homem, para nascer em Cristo. Para o religioso, ele próprio é o protagonista de sua história e sua redenção. Para o cristão, é Cristo.
Bjs e abs,
Gui.