Durante os seus dias de vida na terra, Jesus ofereceu orações e súplicas, em alta voz e com lágrimas, àquele que o podia salvar da morte, sendo ouvido por causa da sua reverente submissão. Embora sendo Filho, ele aprendeu a obedecer por meio daquilo que sofreu; e, uma vez aperfeiçoado, tornou-se a fonte da salvação eterna para todos os que lhe obedecem. (Hebreus 5,7-9)
A gente gosta de pensar em Deus como pai, mas não gosta de pensar em Deus como alguém a quem obedecer.
Jesus abriu mão de seu poder e se esvaziou para ser humano, ser um filho de homem. Mas isso é um mistério grande e por vezes nos confunde. Vemos Jesus operando milagres, fazendo coisas impressionantes e pensamos: Bom. Isso é fácil para ele. Ele era Deus.
Mas se ele se esvaziou para habitar entre nós, não era por sua divindade que fazia o que fazia. Era pelo seu relacionamento com o Pai. O poder de Deus era a força motriz que operava todos os "sinais e prodígios". A Bíblia fala que Jesus tinha em Deus sua "fonte de inspiração". Ele não tentava ser independente, como nós.
Ele tinha no Pai a fonte. E o movimento natural de quem tem uma fonte é beber dela. Precisamos manter o fluxo, o contato. Temos de permanecer. Esse permanecer é a obediência em amor. Não uma religiosidade vazia, porque não é esforço - é descanso. Descansamos no caráter do Pai quando O obedecemos, porque estamos declarando: Tua vontade é boa, ainda que eu não compreenda. Foi assim que Deus agiu por meio de Cristo, que mesmo sendo Filho, foi "ouvido por causa de sua reverente submissão".
Bjs e abs,
Gui.