Em geral essa é a parte mais desgostosa do discurso de Jesus acerca da vida feliz. A primeira constatação é uma realidade dura. Quem quiser buscar que se cumpra a vontade de um Deus justo num mundo injusto vaiser perseguido, insultado e caluniado. É uma relação simples de causa e efeito.
A segunda constatação é: não buscamos a perseguição, mas o que dizer se não estamos sendo perseguidos? Se sua posição como cristão é confortável, alguma coisa está errada. Paulo escreveu a Timóteo: Todo aquele que viver piedosamente será perseguido.
A terceira é ainda mais estranha. Jesus afirmou que feliz não é aquele que tem, é aquele que terá. Ele deslocou a relação de felicidade para o futuro. Depois disso, nunca mais podemos olhar para um cara numa Ferrari e dizer: Esse aí é que é feliz. Não segundo Jesus. Porque ele é do tipo que tem. A vida feliz segundo Jesus Cristo é a vida daquele que terá.
Quem tem algo nesse mundo corrompido, ainda que não perca, está sempre prestes a perder. E quem está prestes a perder precisa reter e buscar mecanismos de garantir o que já tem. Agora, quem não tem, vive feliz pelo que terá no momento em que nunca mais vai poder perder.
Bjs e abs,
Gui.
Guilherme Ribeiro
ethmos@gmail.com
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