Ao vê-lo, os chefes dos sacerdotes e os guardas gritaram: "Crucifica-o! Crucifica-o!" Mas Pilatos respondeu: "Levem-no vocês e crucifiquem-no. Quanto a mim, não encontro base para acusá-lo". Os judeus insistiram: "Temos uma lei e, de acordo com essa lei, ele deve morrer, porque se declarou Filho de Deus". Ao ouvir isso, Pilatos ficou ainda mais amedrontado e voltou para dentro do palácio. Então perguntou a Jesus: "De onde você vem?", mas Jesus não lhe deu resposta. "Você se nega a falar comigo?", disse Pilatos. "Não sabe que eu tenho autoridade para libertá-lo e para crucificá-lo?" (João 19:6-10)
Pilatos estava com medo diante da possibilidade de Jesus realmente ser quem ele dizia ser. E estava tentando dar um jeitinho de se safar da responsabilidade de matá-lo.
Jesus realmente não deixou opção pra nós ao ter dito o que disse e ter feito o que fez. Se não reconhecemos seu senhorio e sua divindade, temos uma grande ameaça que precisa ser calada. Se não coroamos a Jesus como Rei e Senhor, então temos de crucificá-lo - ainda que isso signifique tentar ignorar sua existência.
João escreveu seu Evangelho todo sob essa ótica, de que o nome desse "homem que é Deus" vai dividir a humanidade como uma pedra que a uns eleva e a outros faz tropeçar. Quem crer será salvo, quem não crer permanecerá condenado. Quem for salvo fará parte da natureza divina, quem permanecer condenado, experimentará a separação completa de Deus - fonte do bem e da vida.
Por vezes nos colocamos na pele de Pilatos, julgando se vamos adorar Jesus ou rejeitá-lo. E o "pior", é que ele não fala nada, não nos contesta, e continua sustentando nossa existência, mesmo enquanto nos rebelamos. Ele simplesmente aguarda em amor o nosso arrependimento. Só não aguardará para sempre.
Bjs e abs,
Gui.
Guilherme Ribeiro
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