Em outra versão é dito "Aquele que nela crer, jamais será envergonhado". Foi isso que Agostinho (bispo de Hipona no século IV) ouviu quando estava meditando em um jardim. Depois de entender isso, ele escreveu um dos maiores clássicos da teologia cristã e da filosofia, as Confissões de Agostinho.
De fato, é da tradição cristã a confissão aberta dos pecados. (Confessar secretamente a um clérigo, num confessionário, não é tradição cristã, mas católica romana, instituída na Idade Média.) A Bíblia nos ensina que a confissão é parte fundamental da cura. Porque a confissão para nós é fundamentada na promessa de Deus, de quem quem confia na rocha, Jesus Cristo, jamais será envergonhado.
A nossa confissão sempre poderá ser traduzida por: "Ali está a condenação que eu merecia. Ali, naquela cruz. Aquela cruz deveria ser minha." E só essa compreensão pode nos resgatar do orgulho e do desejo de redimirmos a nós mesmos. Para aceitar essa salvação, temos de abrir mão de nossas pífias tentativas de auto-justificação.
Então, o que nos pareceria uma vergonha absoluta se torna motivo de nossa maior alegria. Porque é só quando ousamos expor nossa nudez que Deus pode nos vestir com o sangue do Cordeiro, morto sem pecados em favor de nós, ressurreto no terceiro dia para nos dar a vida eterna. Quem nele crer, jamais será abalado ou envergonhado.
Bjs e abs,
Gui
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Distribua livremente, de preferência, em sua integralidade.
Guilherme Ribeiro
ethmos@gmail.com
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