| | | | Um pacto com traidores Pois recebi do Senhor o que também lhes entreguei: Que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão e, tendo dado graças, partiu-o e disse: Isto é o meu corpo, que é dado em favor de vocês; façam isto em memória de mim. (I Coríntios 11:23-24) Essa é uma visão que os relatos de Mateus, Marcos, Lucas e João não trazem sobre a última ceia. Essa descrição da última ceia foi dada diretamente por Jesus a Paulo. Os autores dos evangelhos chamam de "A última ceia", mas Paulo nos fala que Jesus chamou essa noite de "a noite em que fui traído". O curioso é que Judas não é indicado aqui. Não se está falando dele. A coisa é bem mais ampla. Jesus foi traído por todos aqueles que estavam na mesa com Jesus. Não tem jeito. Todos ali traíram a Jesus repetidas vezes até passarem a entender qual era realmente a obra de Jesus na vida deles. Gosto de uma frase de um teólogo alemão, morto pelos nazistas (Boenhoffer) que diz: "Quando um homem encontra Jesus, ou ele se mata, ou mata Jesus." Se não negamos a nós mesmos, nos tornamos traidores, desprezando o perdão que de antemão recebemos pela morte de Cristo na cruz. E não nos tornamos participantes de uma vida plena em sua ressurreição. Mas o que é maravilhoso é que Jesus sabia que estava à mesa com traidores. Ele sabia desde o começo. E escolheu fazer isso mesmo. Foi para traidores como nós que Ele deu sua vida. Ele sabia. Nós não temos como decepcionar Deus com nossas atitudes. Ele é indecepcionável. Isso não significa que tudo está previamente aprovado. Pelo contrário, isso nos chama à responsabilidade e à maturidade sobre nossas decisões. Pois o que nos foi confiado deve ser administrado com zelo para que recebamos sempre mais graça. Bjs e abs, Gui. | | | | | | |