Não é por que; é para que. Por Guilherme Ribeiro Jesus ia caminhando quando viu um homem que tinha nascido cego. Os seus discípulos perguntaram: — Mestre, por que este homem nasceu cego? Foi por causa dos pecados dele ou por causa dos pecados dos pais dele? Jesus respondeu: — Ele é cego, sim, mas não por causa dos pecados dele nem por causa dos pecados dos pais dele. É cego para que o poder de Deus se mostre nele. (João 9:1-3) Imagine quantas pessoas perguntavam essas mesmas perguntas: O que ele fez de errado? O que seus pais fizeram de errado? De quem é a culpa? Por que ele é assim? Jesus corrige o olhar dos discípulos: Não é por que, é para que. O motivo é a glória de Deus. Tudo o que acontece acaba por glorificar a Deus. A questão é se vamos colaborar pra isso ou lutar contra. Mas o que nos é natural é buscar nossa própria glória (sucesso, reconhecimento, honra). Essa busca é lutar contra a busca por glorificar o Pai. O caminho do discípulado exige que essa tensão seja resolvida. Exige que eu decida matar o eu e empregar tudo (todo passado, todo pecado, toda dor, toda expectativa, toda injustiça sofrida) a serviço da glória de Deus. Assim eu fico livre de mim mesmo para me gloriar nEle. |