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terça-feira, 4 de janeiro de 2011

A motivação intrínseca


Frederick Herzberg criou uma teoria sobre dois tipos de fatores que influenciam o comportamento do homem - fatores higiênicos e fatores motivacionais. Os higiênicos seriam aqueles que nos desmotivam quando nos faltam, mas não nos motivam quando presentes. Os motivacionais são aqueles que nos estimulam quando estão presentes, mas sua falta não nos desmotiva como os higiênicos.
Acho impressionante a nossa capacidade de esquecer os bens que Deus nos dá. Tanto é que Davi fala à própria alma: Bendiga ao Senhor e não se esqueça de nenhum de Seus benefícios. (Salmo 103)
Paulo, falando a uma igreja muito rica, lembrou sobre o povo judeu enquanto atravessava o deserto, era cuidado por Deus, mas não reconhecia sua bondade:
O povo se assentou para comer e beber, e levantou-se para se entregar à farra. (1 Co. 10:7)
Paulo deixa claro que as pessoas que não são gratas a Deus por sua provisão passam a desejar maldades, a testar Deus, a seguir um comportamento imoral, a dar mais importância a coisas e pessoas que a Deus, e se tornam reclamões crônicos.
Sabemos reclamar a falta de alguns bens. Mas não nos levantamos para louvar a Deus por termos tantos outros. Sabemos pedir a Deus que nos livre da dor quando a experimentamos. Mas não nos prostramos de joelhos todos os dias para agradecer pela saúde.
O teólogo João Calvino dizia que nem um celeiro farto de grãos nos eximem de pedir a Deus o pão de cada dia. Qual foi a última vez que você fez isso?
Devemos reconhecer todo dia que a misericórdia do Senhor é o motivo para não sermos consumidos, porque Suas misericórdias não tem fim. (Lamentações 3:22) Cada segundo da vida é motivo de celebrar o amor daquele que nos provê tão ricamente, apesar de o ofendermos todos os dias. Veja o que disse Paulo.